Segunda sem Carne – Por você, pelos outros, pelo planeta e pelo não sofrimento dos animais.

Autor: Alberto Bastos (fisioterapeuta-acupunturista)

Em primeiro lugar gostaríamos de esclarecer que este projeto não tem por objetivo te convencer a aderir a uma dieta estritamente vegetariana.

Neste artigo inicial, trataremos do tema ABATE.

Por acaso, alguma vez, diante de um suculento e maravilho pedaço de picanha você já parou para pensar em como o animal que te forneceu tal deleite foi abatido? Ou mais globalmente, como se realiza o processo de abate dos animais, que chegam a sua mesa diariamente?

Preocupados com a forma desumana com que a maioria dos abatedouros sacrificam os animais defendemos o “Abate Humanitário dos Animais – AHA” que nada mais é do que o conjunto de procedimentos que visam minimizar o sofrimento dos animais que são destinados ao abate.

De forma geral o “Abate Humanitário dos Animais – AHA” defende práticas como:
Transporte dos animais da fazenda até o frigorífico, com manejo calmo e sem estresse; e a insensibilização, que seria a indução da perda da consciência desses animais – minimizando o sofrimento do abate;
Você deve estar se perguntando: Por que todo esse trabalho? Afinal são apenas animais… Pois é… Mas você sabia que os animais sentem dor, sofrem, e, que eles têm emoções? E que todo sofrimento do abate desumano será ingerido por você, o consumidor final destes seres?

O “Abate Humanitário dos Animais – AHA” não aliviaria somente a dor, também diminuiria o estresse e a aflição, em toda a etapa pré-abate.

Uma das propostas do AHA seria que todos os frigoríficos adotassem uma fiscalização humana rígida que garantisse o bem-estar do animal antes e durante o momento do abate. Pretende que nenhum animal seja abatido se não estiver inconsciente. E para garantir isso só uma fiscalização humana rígida.

Os defensores do AHA são muitas vezes criticados por se preocuparem com o bem-estar animal. Muitos afirmam que eles deveriam, sim, preocupar-se em alimentar os sete bilhões de pessoas que habitam o planeta…

Apresentamos aqui alguns contrapontos a esta assertiva:
Você sabia que:

Para produzir 1 kg de carne são necessários, de acordo com dados da Sabesp, quase 17 mil litros de água? E que para produzir a mesma quantidade em alimentos de origem vegetal, como cereais e leguminosas, utiliza-se apenas algumas centenas de litros? E mais…
Que consumir carne em excesso, não envolve apenas a água utilizada, mas, também, a devastação de florestas que entre outros danos contribui para o aumento do aquecimento global? (É preciso espaço – florestas devastadas – para criação e também para produção de ração para alimentá-los).
O CONSUMO EXCESSIVO DE CARNE E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE

Mas não é só o planeta que adoece com o consumo excessivo da carne. Defendemos a teoria de que a forma mais saudável (e sustentável) de se alimentar os 7 bilhões de pessoas que coabitam neste planeta, seja a adoção de uma dieta baseada no consumo moderado de carne associado a cereais integrais, legumes, frutas e verduras.

Uma dieta baseada na associação da carne com alimentos de origem vegetal é capaz de fornecer todos os macro e micronutrientes necessários para manter o organismo humano em equilíbrio e saudável.

O consumo de carne em excesso apresenta resposta inflamatória aumentando a concentração de amônia (substância química tóxica) no sangue, impondo aos tecidos uma característica ligeiramente ácida que apresenta várias conseqüências biológicas, sobretudo na capacidade dos glóbulos vermelhos em absorver e fazer o transporte de oxigênio para dentro de outras células.

Isso leva a uma congestão, uma leve coagulação, ou “engrossamento” do sangue, da linfa e dos fluidos intersticiais (líquido que envolve as células), o que provoca lentidão e retardo dos processos metabólicos, trazendo graves consequências para o organismo, comprometendo o sistema imunológico e gerando doenças dos sistemas Cárdio vascular, como arteriosclerose e aterosclerose.

O excesso de carne também está relacionado com o aumento de câncer principalmente de intestino, perda de cálcio pelo organismo, o surgimento de osteogenia e osteoporose, e a sobrecarga renal e hepática.

Conclusão: Há mais de 7 bilhões de pessoas na terra; um consumidor médio de carne demanda indiretamente mais de 3.800 litros de água a cada dia; 1 kilograma de carne bovina no Brasil emite 335 quilogramas de gás carbônico.

Apenas um dia da semana sem carnes pode reduzir em até 5% a pagada ecológica.
Não espere que façam por você, comece fazendo sua parte.

Bibliografia:
-Textos Fernanda Salla revista Super interessante 6 abril 2012
-Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma),
-Revista Época 03/05/2013
-The Swiss secret to Optimal Health