Toxidade ambiental e o surgimento de doenças crônicas

 

Talvez há muito tempo você venha sofrendo de enxaqueca, rinite, sinusite, dores crônicas, alergia, dificuldade de se concentrar, fadiga crônica e a memória vem falhando.

Você já recorreu a vários médicos e a outros profissionais de saúde e até hoje carece de um diagnóstico preciso. É possível que você esteja sofrendo de uma doença inflamatória crônica sub clínica. Talvez você já tenha se perguntando ou esteja decepcionado de alguma forma com a medicina convencional.

As doenças crônicas se constituem a maioria das enfermidades atuais, representando o grande desafio para a medicina tradicional contemporânea.

“Infelizmente hoje a medicina atual não apresenta resposta satisfatória e etiológica para o tratamento dessas doenças, seja endócrina, metabólica, doença que compromete o fígado, o rim, doenças dos ossos.” Se hoje você perguntar ao seu médico qual a origem de determinada doença crônica possivelmente vai ouvir que a doença é idiopática (desconhecida) ou então ele vai apelar dizendo que a sua doença tem origem emocional, no stress ou é de ordem psicossomática. “Isso porque a grande maioria das doenças crônicas carece de diagnóstico etiológico e de terapêutica efetiva, sendo tratada de forma sintomática e paliativa.
“Aqui o meio ambiente internamente alterado pela ação humana não é levado em consideração como agente provocador da doença. Na medicina convencional o indivíduo é o ponto central da doença e toda a investigação é voltada para o corpo desse indivíduo e assim se coloca um ponto final na busca da causa da doença.” Essa forma convencional de tratar influenciou todo o pensamento sobre saúde, contaminando todas as áreas da saúde; cito aqui a nutrição, a fisioterapia, a biologia, a química …

“É difícil aceitar que o meio ambiente esteja envolvido em várias patologias como o câncer, as doenças reumáticas, as doenças neurológicas, as enxaquecas crônicas, a insuficiência renal, a hipertensão e todas as enfermidades que evoluem de forma crônica e persistente.

É difícil aceitar a participação do homem na modificação da natureza e na alteração do equilíbrio fisiológico do organismo ocasionado por esta mudança.

Em tempos remotos não se acreditavam na existência de microorganismos como fungos, bactérias, vírus e que pudessem ser responsáveis por várias enfermidades.” Essa noção de seres invisíveis não era aceitável principalmente nos centros universitários da época, era um pensamento muito “fantasioso” para a ciência. “Foi preciso que através de experiências imensuráveis se provasse a existência desses microorganismos vivos e sua relação com diversas doenças.” Para se ter uma ideia, lavar as mãos para uma intervenção cirúrgica podia ser motivo de chacota entre os cirurgiões.

Hoje não se contestam mais essa realidade dos seres “invisíveis” microscópios e muitas doenças que causam mortes foram evitadas e possíveis de ser tratadas.

“Atualmente novos seres invisíveis vem invadindo o corpo humano sem serem reconhecidos como causadores de doenças. Esses seres são sutis e habilidosos, invadem o corpo humano sem serem reconhecidos. Esses agentes não deixam rastros e nem provocam reações imediatas, mas são de grande astúcia e provocadores de doenças.

Eles agem de forma lenta, minando progressivamente a resistência orgânica do indivíduo, sua identificação é mais difícil e delicada do que a dos fungos , vírus e bactérias.” São eles: metais tóxicos, agentes químicos ou biológicos presentes no ar, na água, nos produtos de limpeza, nos utensílios de cozinha. Estão presentes nos alimentos agindo diretamente ou em combinação entre eles.

Alimentos cultivados com defensores agrícolas, desvitalizados, processados excessivamente e que perderam muito de seus nutrientes, transformados em compostos estranhos, muito tóxicos e venenosos, que são diariamente ingerido, inalados e que lentamente vão enfraquecendo nossas defesas orgânicas tornam o organismo humano vulnerável às mais diversas doenças.

“Nesse exato momento nosso organismo está se relacionando com mais de 100.000 moléculas químicas, e que após a revolução industrial especialmente a partir da segunda metade do século
XX vem aumentando de forma desproporcional. Atualmente até é possível estimar a inocuidade de uma molécula química de maneira isolada, mas como podemos avaliar a ação da interação de um grande número de partículas químicas que se encontra em nosso meio?”

Precisamos nos dar conta que o excesso de substâncias químicas em sua maioria quando liberada no ambiente, dispersadas nos rios e no mar, no ar, nos alimentos, na composição de medicamentos químicos comercializados sem controle ou prescritos de forma pouco criteriosa, substâncias químicas que invadem nossa moradia diariamente embutidos em produtos de limpeza e de higiene pessoal atuam perturbando cronicamente nosso sistema fisiológico que exaustivamente tenta excretar substâncias tóxicas que há longo prazo ocasiona múltiplas alterações comprometendo o sistema reprodutor, nervoso, imunológico, metabólico, causando o surgimento de uma variedade de enfermidades.

De forma crônica e persistente essas substâncias químicas que em doses ínfimas e “consideradas inofensivas”, quando se misturam aleatoriamente acabam se transformando em um coquetel externamente tóxico e perigoso para o organismo, essas substâncias tóxicas denominadas de xenotoxinas quando acumuladas no organismo comprometem profundamente o sistema de auto-regulação e de excreção, e, terminam acumuladas cronicamente no fígado, no tecido adiposo, entrando no organismo de formas diversas; pelos pulmões quando respiramos, através dos alimentos modificados e contaminados que vão alterar a microbiota e a permeabilidade intestinal circulando no sangue, pelo contato com a pele. Atuando como desinterruptores endócrinos levando o organismo a um profundo estado de estresse crônico e de desregulação. Essas substâncias acabam se acumulando como metal pesado e na maioria das vezes impossível de ser excretada pelo processo fisiológico.

Sua presença no meio ambiente pode ajudar a explicar o surgimento em grande escala de determinadas doenças crônica (diabetes, alergias, sobrepeso inclusive o câncer).

“Ignoramos todavia a frequência e como essas substâncias contaminam nosso organismo. Não podemos tolerar sem questionar que a cada dia se diagnostiquem mil novos casos de câncer. Só na França e na Espanha segundo dados de 2012, foram diagnosticados 208.268 casos de câncer em apenas um ano, o equivalente a 570 casos por dia. O índice de câncer infantil aumenta de maneira exponencial há algumas décadas segundo a PNUMA Programa das Nações Unidas Para o Meio Ambiente 2012 OMS”

Esse texto surgiu da leitura dos seguintes livros:

  • Nutrição & Doença, Um estudo da conexão entre alimentos e moléstia.
    Carlos Eduardo Leite
    Editora Ibrasa
  • The Swiss Secret Optimal Healt
    Dr. Thomas Rau
  • Plantas doentes pelo uso de Agrotóxicos
    Francis Chaboussou
    Ed.Expressão popular
  • Le livre anti toxique
    Dr. Laurent Chevallier
    Ed. Librairié Arthème Fayard

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