Sinusite, o muco seus efeitos no corpo e na saúde

A sinusite é uma inflamação da mucosa dos seios da face, região do crânio formada por cavidades ósseas ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos. Qualquer fator que atrapalhe a correta drenagem de secreção dos seios da face faz com que o muco se acumule na região.

Segundo a Medicina Chinesa o Qi (energia) fica concentrado no alto sem conseguir circular, acumulando linfa, sangue venoso rico em gás carbônico, e favorecendo a formação de secreção mucoide (fleuma).

O nome mais utilizado para esse problema é rinossinusite, pois o processo inflamatório atinge tanto a mucosa dos seios da face como a mucosa nasal.

Sinais e sintomas:

1. Secreção nasal com cor;

2. Tosse;

3. Pressão na face;

4. Dores de cabeça;

5. Obstrução nasal;

6. Febre;

7. Cansaço;

8. Sangramento do nariz;

9. Sensação de cabeça pesada;

10. Dificuldade de concentração;

11. Redução ou perda de olfato;

12. Mau hálito, halitose;

13. Coceira no nariz;

14. Nariz entupido.

São sintomas de energia acumulada, estagnada no alto do corpo.

Mesmo pessoas consideradas saudáveis com certeza em algum momento já experimentaram o estado de se sentir inchado, edemaciado. As mulheres podem perceber isso no período pré-menstrual, umas em maior e outras em menor frequência. O que comemos ou bebemos em determinados dias pode causar esses sintomas.

O muco ocorre como forma do organismo se defender de substâncias estranhas e irritantes ao nosso organismo. Para algumas pessoas basta entrar em contato com uma roupa guardada no armário há algum tempo que o nariz começa a escorrer e a espirrar.

Substâncias tóxicas, ao se interiorizarem no organismo, também podem causar esse tipo de reação e produzir muco interno, mas quando adentram ao organismo não é fácil perceber o que está acontecendo.

Assim como ocorre no nariz, toxinas internas costumam irritar a parede dos intestinos, que tenta se defender produzindo uma barreira mucoide de proteção. Esse muco, na verdade, tenta separar partículas tóxicas e evitar que passem para o meio interno, circulação venosa. Com o tempo, isso pode levar a deterioração da parede intestinal e alterar o equilíbrio das bactérias intestinais, facilitando a entrada para o meio interno de substâncias que não deveriam estar ali.

Conforme as toxinas circulam no sistema sanguíneo, elas vão gerando em outras superfícies mais irritação, produção de muco e secreção entre as células, acometendo os tecidos corporais. O muco é hidrófilo, é semelhante à uma esponja e tende a acumular líquido em seu interior, edemaciando as células, gerando sensação de corpo pesado e cansaço. Essa retenção de muco e umidade pode ocorrer em várias partes do organismo, dependendo de onde existe bloqueio energético.

Dependendo de onde o muco se acumula, a doença se manifesta de diferente forma. Exemplos: sinusite, sensação de peso nas pernas, sensação de dor cansada na região lombar, cólica intestinal, distensão abdominal, tosse e secreção pulmonar.

Quando o muco é produzido e se acumula dentro do corpo é muito mais trabalhoso para o organismo eliminar. Para que ele possa ser excretado vai ser necessário ser feito todo o caminho inverso, até ele retornar e ser excretado no intestino. Quando o organismo está ocupado em neutralizar o agente causador da irritação ele não tem energia para produzir e eliminação desse muco. É excesso de trabalho para o nosso sistema, que nesse momento encontra-se em situação de estresse e inflamação.

O que tento mostrar é que tudo começou com alguma intoxicação externa, gerando muco no intestino e a construção de um caminho até virar sinusite.

Todas as doenças seguem padrão semelhante, e a intoxicação que pode ser química, emocional ou energética.

E qual seria a proposta de tratamento para quem tem sinusite de forma crônica?

Tratamento sintomático: consiste em ajudar a expelir o muco das cavidades nasais através da aplicação de soro para fluidificar esse muco.

Acupuntura, associada a manobras de fisioterapia, visa circular a energia estagnada no local e ajudar a descongestionar a face. Costuma ser eficiente e com melhora rápida, estimulando o organismo energeticamente no processo de excreção de fluidos e muco.

Fazer uma dieta anti-inflamatória e antimucolítica.

Retirar principalmente os alimentos que se transformam em muco com facilidade: laticínios, comida cremosa, farináceos, açúcar e álcool em excesso.

Orientação nutricional tem por objetivo uma dieta anti-inflamatória, destoxificante, antimucolítica e que fortaleça a imunidade.

Referências bibliográficas :

Comer com sabedoria, o alimento segundo a Medicina Tradicional Chinesa. Ana Beatriz Vieira Pinheiro
The milk book, the milk of human kindness ia not pasteurized 

William Campbell Douglass II,MD
Clean , O programa revolucionário de desintoxicação que recupera a capacidade autocurativa natural do corpo.
Dr. Alejandro Junger

Autor: Alberto Bastos

A saúde em tempos de Covid

Passado algum tempo da pandemia no planeta e em nosso país, gostaria de refletir sobre alguns pontos.

Apesar de a mídia só falar agora sobre a possível vacina, penso ser muito importante refletir sobre a doença, até para ter uma visão mais crítica ao pensar na possibilidade de vacinação, vendida como única alternativa para a volta da liberdade individual  e para pôr fim ao pânico que tomou conta da população mundial.

Até agora sobram perguntas e faltam respostas para explicar a doença. O que antes se pensava ser uma doença respiratória, depois percebeu-se ser uma doença sistêmica. Ouvimos médicos e leigos apavorados com sua evolução, “essa doença é diferente de tudo que já vimos”, “é uma doença louca, como uns são assintomáticos e outros agravam e morrem?”, “é uma doença que ataca todos os órgãos e sistemas orgânicos, pode cursar com conjuntivite, com diarréia, necrose de extremidades”… são algumas falas comuns. 

Em relação à terapêutica, a confusão é ainda maior. Ao longo dos últimos meses, todos os dias vimos na mídia a noticia de mais uma droga química sendo usada para tratar os doentes com SARS-CoV2 (Covid 19). Até agora, mais de 20 mil artigos já foram publicados no mundo  e diversos tipos de drogas, sejam anti-retrovirais, anti-parasitárias, anti-inflamatórias, anti-coagulantes, esteroides… já foram usadas com o intuito de deter a evolução da doença ou tratar seus efeitos sistêmicos. Algumas, noticiadas como promissoras, passaram em pouco tempo, ou a apresentar efeitos colaterais mais danosos do que a própria doença, ou a não se prestar a indicação inicial, conforme a evolução dos casos demonstrou.

Outra questão que inquieta os médicos é a diferente resposta imunológica nos diferentes indivíduos. Alguns totalmente assintomáticos, se descobrem com imunidade conferida, pela presença da Imunoglobulina G (IgG), outros com sintomas leves ou nulos persistem com o teste de detecção do vírus em rino-faringe (rt-PCR) por mais tempo do que o usual de cerca de 10 dias, outros diagnosticados, antes sintomáticos ou não, passados mais de 40 dias não convertem IgG … Agora ainda surgem estudos que mostram a possibilidade de pessoas terem uma resposta de imunidade celular muito precoce, a ponto de nem acionar a produção de anticorpos quando da exposição ao vírus, tornando-as, possivelmente, resistentes ao Covid 19, sem a necessidade de produção de IgG, o que retiraria desse marcador o carimbo quantitativo de imunidade da população, afinal, muitos poderiam ter tido contato com o vírus e gerado resistência. Isso pode explicar, por exemplo, o fato de pessoas positivas para Covid 19 conviverem em casa com familiares, como cônjuges, e estes não testarem positivo nos exames de identificação viral. 

As reflexões que vou discutir aqui fazem parte do corpo de conhecimento da Medicina Funcional Biológica, estabelecida, estudada e praticada há muitos anos, especialmente na Europa, sobretudo na Alemanha, também chamada de Medicina de Suporte à Vida.

A primeira reflexão que precisa ser feita é a respeito da diferente forma de expressão da doença. Precisamos pensar na relação de agressividade do vírus nos diferentes indivíduos, afinal, o vírus é basicamente o mesmo, porém as pessoas que recebem, seus hospedeiros, são diferentes. É sabido que as pessoas portadoras de co-morbidades (doenças crônicas associadas como Diabetes, Hipertensão arterial, doenças auto-imunes…), assim como os idosos seriam mais suscetíveis a formas mais graves de acometimento pelo Covid-19. 

Mas por que, então, jovens, atletas, crianças, como foi noticiado, tiveram formas graves e algumas até morreram? Essas notícias só trouxeram mais medo, impotência e a (falsa) certeza de que o vírus seria imprevisível, quase uma roleta-russa apontada para todos nós. 

Para resolvermos esse impasse, precisamos nos socorrer dos conceitos de DOENÇA. Quando falamos de co-morbidades estamos falando de DOENÇAS crônicas estabelecidas em seu processo fisiopatológico e controladas por terapêutica química medicamentosa. O modelo médico oficial, centrado na entidade Doença, foca todo seu conhecimento para a pesquisa da localização da Doença no corpo (LESÃO) e busca formas de ataca-la (através de medicamentos na maioria das vezes). O principal norteador da busca por essa localização da Doença é o SINTOMA. Se os sintomas são respiratórios, por exemplo, então a Doença é Pulmonar e é para este sítio que se prescreve os medicamentos. Se o sintoma é uma azia, então o problema é do Estômago e para isso haveria medicamentos específicos. Daí, o fato de os exames complementares, que há muito perderam essa função de complementar e são hoje praticamente preliminares, serem tão utilizados. E quando não se encontra a Lesão? Aí pode-se tratar empiricamente o Sintoma, mas sempre direcionando-se ao extrato anatômico de onde ele vem, que nos exemplos acima, seriam pulmão, estômago. Ou seja, é uma visão anátomo-clínica e o objetivo principal da terapêutica é eliminar o Sintoma.

No entanto, diferentemente, as Medicinas de base de Pensamento Funcional, que valorizam os processos de regulação, adaptação, interação simbiótica do organismo com os meios interno e  externo, como a Medicina Funcional Biológica, a Medicina Chinesa, Ayurvédica perguntariam: estar sem SINTOMAS, não ter o carimbo de DOENÇA é ter SAÚDE?

SAÚDE para esse tipo de Pensamento Médico é a capacidade que cada organismo possui de se regular e se adaptar frente a diferentes estímulos, é manter-se em equilíbrio dinâmico, para trazer de volta sua homeostase (ou homeodinâmica). Nessa forma de pensar, quando essa capacidade de regulação e adaptação se esgotam é que surgiriam os SINTOMAS, vistos como uma espécie de pedido de ajuda do organismo. Assim, os Sintomas nunca deveriam ser bloqueados, mas entendidos para que seja fornecido ao organismo recursos para seu restabelecimento, sua regulação. Essa abordagem o tornaria mais forte, mais eficiente em sua dinâmica de regulatória, de adaptação e vitalidade. Afinal, “são as formas naturais dentro de nós que realmente curam a doença” (Hipócrates, 460-377aC). 

Portanto, a capacidade de ter Sintomas também seria expressão de Saúde do organismo. Me arrepio quando ouço algum paciente dizendo que tem uma “saúde de ferro”, que dorme pouco, não faz atividade física, come o que tem vontade, sem nenhum critério e “nunca fica doente”. Um relato como esse demonstra tamanha Rigidez, com incapacidade auto-regulatória em seu organismo que, sequer, consegue expressar Sintomas. 

“A pessoa não adoece porque não tem saúde” 

(W. Frida, citado em aula pelo Dr. Eduardo Almeida, Instituto de Medicina Integral/ARZT).

Nesses casos, quando a Doença chega costuma ser devastadora, pois o organismo não demonstrou recursos de Regulação e Adaptação. Assim, DOENÇA por esse ponto de vista Funcional Biológico, seria entendida como a perda dessa capacidade de Regulação e Adaptação. Se levarmos em conta alguns desses parâmetros de regulatórios podemos concluir que temos uma verdadeira usina dentro de nós, trabalhando para que tudo funcione bem, resumidamente podemos citar:

O METABOLISMO CELULAR BÁSICO que sofre ação de de uma via de sinalização regulatória neuro-imuno-endócrina e que precisa atuar frente a estímulos de stress endógenos (toxidades, emoções, disbiose…) ou exógenos (dieta, poluição ambiental, química, eletromagnética…). Falando em números, isso acontece em cerca  60 trilhões de células fazendo cerca de 100 mil reações químicas por segundo, sendo que a cada segundo morrem perto de 10 milhões delas e que a cada 24 horas quase 15 milhões delas devem ser substituídas. Todo esse processo gera uma quantidade enorme de “lixo” que precisa ser coletado pelo nosso sistema de drenagem, o Sistema Linfático, através da Linfa.  

SISTEMA MATRIZ, um meio tipo gelatinoso, coloidal, no qual nossas células estão mergulhadas, por onde circulam nutrientes, informação proveniente do Sistema Nervoso Autônomo, suprimento vascular, elementos que farão a vitalidade da célula. Mas também por onde passa toda a toxidade endógena e exógena que afeta o organismo, fazendo com que esse meio gelatinoso chegue a ficar cristalizado perdendo sua função de condução informação e nutrição celular, comprometendo muito sua vitalidade, como mostram hoje fotos de um sofisticado sistema chamado Microscopia de Campo Escuro.

SISTEMA NERVOSO VEGETATIVO OU AUTÔNOMO: Este é dos mais importantes sistemas de regulação do organismo e responsável por muitos dos Sintomas que vemos. Suas fibras neurais mergulhadas no Sistema Matriz e em íntima conexão com níveis superiores do Sistema Nervoso Central interferem no aporte nutritivo sanguíneo vascular, informam e são informadas a respeito de sobrecargas (químicas, eletromagnéticas, alimentares, emocionais…) que poderiam interferir no processo regulatório do organismo.

MICROBIOMA INTESTINAL: Anteriormente denominada Flora Intestinal, hoje se sabe tratar-se um complexo de microrganismos entre bactérias, fungos, vírus que habitam todo nosso corpo, sobretudo o trato digestivo. Para ter idéia do seu número em todo o corpo, são 10 vezes superior ao número de células corporais (que são cerca de 60 trilhões, como dito acima), são 90 % de todo o DNA encontrado no organismo, são quase 3 quilos de nosso peso corporal, em 1 gram de fezes há mais bactérias do que pessoas no mundo, e por ai vai… Aprendemos que micróbios são sempre perigosos e precisamos nos livrar dele, a ponto de quando falo desses quantitativos para alguns pacientes, logo dizem “que nojo”. Assim, aprendemos que pessoas de bom nível de higiene devem ter muito material de limpeza em casa, tomar remédios para vermes preventivamente. etc, o problema é que esse exagero contribui para interferir negativamente na Simbiose na qual esses microrganismos devem existir dentro de nós. Claro que nem todos eles são “do bem” e muitos levam a processos infecciosos crônicos ou agudos no nosso corpo. No entanto, é bom lembrar que mesmo nesses casos é provável que haja um quadro de DISBIOSE, ou seja, alteração da biose, dos processos de Simbiose entre os componentes do Microbioma. Hoje se sabe que 80% do nosso Sistema Imune é controlado pelo Microbioma. Podemos citar algumas das funções do Microbioma: participa de todo processo de digestão, da produção de energia, do metabolismo de drogas e toxinas ambientais, da nutrição e absorção de nutrientes pela mucosa intestinal, através do Nervo Vago, da via entero-neural, com secreção de neuro-transmissores e regulação do Sistema Nervoso Central etc. Os processos de Disbiose podem levar a diverso sintomas, sendo os mais frequentes os do trato digestivo, como azia, má digestão, diarréia, constipação, até distúrbios metabólicos como obesidade ou dificuldade de ganhar peso, sintomas como ansiedade, insônia… todos sintomas muito comuns na população, que passam como problemas sem solução e têm seus Sintomas bloqueados pelo uso de medicação química. O Microbioma é terrivelmente afetado pela química tóxica, seja alimentar (alimentos industrializados, pesticidas, álcool…), ambiental e principalmente medicamentosa, como o uso de Antibiótico, esse o pior deles. E assim, sua capacidade regulatória e, principalmente a barreira imune que nos proporciona ficaria bastante comprometida.  

Voltando então ao que poderíamos usar como definição de DOENÇA, à luz desses parâmetros regulatórios do organismo, podemos dizer, citando 2 autores:

“Doença seria um estado de intoxicação permanente, em íntima combinação com uma falta de substâncias vitais (…) seria consequência de um transtorno da parceria simbiótica do ser humano com os microrganismos”. (Eberhardt, 2009)

“Essa conhecida e maravilhosa capacidade de regulação dos organismos fornece o padrão que indica onde está o limite da doença. A doença começa momento em que o aparelho regulador do corpo não basta para dominar a perturbação. Não é a vida em condições anormais, enquanto tal, que produz a doença, mas a doença começa com a insuficiência do aparelho regulador. Por isso, sob as mesmas condições, uma pessoa pode ficar muito bem, talvez com algumas sensações desagradáveis. Uma outra se sentirá indisposta por muito tempo e precisará de horas ou dias para se acostumar…uma terceira pessoa logo adoecerá e uma quarta se arrastará por alguns dias e talvez semanas antes da doença emergir. (Virshow, 1869. Citado em aula pelo Dr. Eduardo Almeida, Instituto de Medicina Integral/ARZT).

O que é importante ressaltar nessas duas definições é que a doença não cai do céu, nem é uma roleta russa que nos coloca passivamente sem saber se seremos ou não afetados. A Doença, assim como a Saúde é uma construção (dis)funcional, que precisa de tempo em nosso organismo. Olhar apenas o final do processo é fechar os olhos para essa bela complexidade do sistema vivo.

Se você conseguiu chegar até aqui na leitura desse longo texto, vamos voltar ao Covid 19. Vou citar um caso veiculado na Mídia como exemplo:

Uma noticia de jornal falava sobre a incidência Covid 19 em crianças. A matéria citava uma criança de 06 anos internada numa UTI, depois de contrair a doença, e o que chamava a atenção dos médicos era que a criança não tinha nenhuma co-morbidade, era absolutamente saudável. Por que teria agravado a pontos de ir para UTI? A história era que o menino havia dado entrada no hospital para uma cirurgia de emergencia de apendicite e contraiu Covid 19. 

Com os parâmetros regulatórios citados acima já se pode pensar que ter apendicite não é uma coisa “normal”, não é um evento isolado sem passado, nem futuro na dinâmica corporal. 

O apêndice cecal é um saquinho de 5 à 10 cm de comprimento e está localizado na transição entre o Intestino Delgado e o Intestino Grosso. Por muito tempo foi considerado uma estrutura sem função, um vestígio evolutivo esquecido em nosso corpo. Só em 2007, pesquisadores alemães descobriram tratar-se de um órgão imunológico, que guarda bactérias importantes para o Sistema Imune. Ele tem o mesmo tecido imunológico das amígdalas na garganta. Como não se ocupa do processo de digestão dos alimentos, sua principal função é defesa contra bactérias nocivas. Como se fosse um depósito de bactérias benéficas. Se algo acontece no Intestino Grosso, como uma diarréia e perde-se bactérias protetoras, ele lança seu depósito de bactérias  para colonizar a mucosa (Enders, G, 2015). Se ele precisar trabalhar muito pode inflamar cronicamente, até que em determinado ponto faz um processo agudo, as vezes necrótico e precisa ser retirado. A Medicina Funcional considera a Inflamação Crônica do Apêndice e não apenas o final do processo agudo.

Então voltando ao caso do menino de 06 anos internado na UTI com Covid 19. Entrar em hospital com apendicite aguda não significa que essa criança tem Saúde. O suporte imune dado pelo Microbioma dela não funcionou. Seu sistema imune intestinal (80%) estava comprometido e o Covid 19 se instalou. Muitos possíveis fatores causais, para o acometimento do Microbioma dessa criança podem ser interrogados neste caso: nasceu de parto cesárea? Isso impede a colonização inicial bacteriana básica por não passar pelo canal vaginal da mãe e compromete o Sistema Imune Intestinal. Foi amamentado? Introduziu precocemente o Leite de Vaca? O que pode levar a processos inflamatórios crônicos como amigdalites e otites. Usou terapêutica química em excesso? Usou Antibióticos? Anti-inflamatórios?

Enfim, o número de mortos pelo Covid 19 é enorme e muito triste. As classes sociais menos favorecidas, especialmente dos grandes centros urbanos são as mais atingidas em gravidade e óbito. Exatamente a parte de população, em que não é dada escolha, e que, muitas vezes por desconhecimento, é a maior consumidora da Industria Alimentícia e da Indústria Farmacêutica, que envenenam seu organismo e bloqueiam suas respostas regulatórias, respectivamente. Será que o fato de, aparentemente, o Covid 19 se espalhar mais e fazer mais vítimas nos grandes centros urbanos poderia ter relação justamente com essa toxidade ambiental, química, alimentar? Com as condições de vida, moradia? Estudos mostram que os 20 % mais pobres dos grandes centros urbanos têm 2 vezes mais a doença do que os 20% mais ricos. O mesmo estudo identificou que os índios da região Norte do Brasil que vivem em centros urbanos, são mais acometidos do que os que ficam em suas aldeias.

Concluindo, essa e outras pandemias que, certamente, virão encontrarão uma população vulnerável seja pobres ou ricos, adultos ou crianças, “saudáveis”ou não se cada um de nós não questionar a maneira como estamos conduzindo nossa saúde, e não assumir uma postura ativa diante dela, respeitando o milagre da vida que somos todos nós.

Por fim, mais uma vez cito Hipócrates, o pai da Medicina:

“É mais importante saber que tipo de pessoa tem uma doença do que saber que tipo de doença tem uma pessoa”.

 Hipócrates (460 a.C – 377 a.C) 

Autora: Dra Claudia Ferreira.

Referências Bibliográficas:

Campbell, N, Gut and Psychology, 2010, Cambrian Typesetters, Cambridge, UK
Eberhardt,H.G. Medicina que Cura Medicina que Adoece, 2009, edição brasileira, Instituto Alpha
Enders, G, O Discreto Charme do Intestino, 2015, Martins Fontes SP
Huffnagle, G.B Probiotics Revolution, 2008, Bantamdell, NY.
Rau, T, Biological Medicine, 2011, Semmwells, Germany

https://noticias.band.uol.com.br/noticias/100000994156/indios-que-moram-em-centros-urbanos-sao-mais-vulneraveis-a-covid-19.html

Curiosidades sobre a imunidade.

Sinais de que a sua imunidade precisa melhorar:

Má alimentação, dormir pouco e noites mal dormidas, poluição ambiental, exposição a aditivos químicos e metal pesado, infecções frequentes, herpes de repetição, gripe que custa a passar, febre e calafrio sem causa aparente, olhos constantemente ressecados, se sentir mais cansado do que o normal, diarreia que dura mais do que três dias e acontecem com frequência, manchas na pele, cabelos fracos secos e que tendem a cair com facilidade. Caso você apresente três desses sintomas acredito ser interessante rever o seu estilo de vida.

Alto consumo de carboidratos refinados e infecções respiratórias: 

A mais de 500 anos a Medicina Chinesa fala sobre os alimentos produtores de muco, catarro (fleuma). Quanto maior a quantidade de muco nas vias respiratórias, maior a probabilidade de proliferar agentes patogênicos como bactérias ou vírus.

O medico inglês Paton publicou um trabalho mostrando que durante a primeira guerra o número de infecções respiratórias em crianças matriculadas em escolas diminuiu, ele baseou seus estudos em dados publicados pelo governo. Na guerra a importação de açúcar foi reduzida, parte existente foi destinada aos soldados em combate. Se estudarmos os carboidratos refinados percebemos que ele retém água, principalmente nas vias respiratória favorecendo a formação de muco, excesso de secreção, podendo facilitar a proliferação de agentes patogênicos.

Referencia:

PATON,J.H.P.A A consideration of the catarral states in relation to diet. Edinburgh Med. J. 1931,Augusto –Livro Nutição e doença.

O Timo e as células T1 e T2 

 O Timo é um tecido que parece uma gordura maciça ele fica atrás do esterno, são produzidos por ele os Linfócitos T1 e T2 responsáveis pela imunidade celular úteis nas viroses. As células T1 são células de ataque e as células T2 são células de “treinamento do sistema imunológico”,elas entram em contato com o vírus analisam e criam anticorpos através de reações químicas. É possível que crianças cuidadas com excesso de zelo, que não andam descalças, não se sujam na terra,e que os pais não as deixam colocar nada na boca são mais vulneráveis a asma ou alergia ,pois as células T2 não estão tendo chance de serem exercitadas corretamente.Essas células são aprimoradas principalmente em contato com bactérias presentes no ambiente e que acabam fazendo parte do nosso microbioma.

Pasteur descobridor dos micróbios quando mais velho e mais experiente disse: “Omicróbio não é nada, o terreno é tudo.” Talvez aqui ele tenha entendido já naquela época a importância das bactérias e a necessidade de se fazer simbiose com elas para que haja um sistema imune competente.

Exercícios regulares:

Uma hipótese é que o estresse causado durante a prática de atividade física, resulta na produção de substâncias reparadoras dos tecidos,essas substâncias apresentam ação anti-inflamatória sobre todo o organismo favorecendo a imunidade.

Noites bem dormida:

Segundo a Medicina Chinesa “durante a noite a energia de defesa se aprofunda.”

Durante o sono as membranas neurais despolarizam o excesso de energia produzido durante as atividades estressantes do dia a dia.  

É no descanso o sangue sai das extremidades e migra para os órgãos internos, lentamente as células se limpam, aperfeiçoando excretas e deslocando toxinas para a linfa, seguindo para o fígado,vesícula biliar , intestino, rim,bexiga. O relaxamento dos tecidos ajuda a eliminar gases através da pele do reto e pulmões. Por isso normalmente acordamos com a bexiga cheia e vontade de evacuar.

Se for possível descanse aos o almoço: 

O cortisol é produzido no horário da manhã e tem seu pico entre 12,13h, o estresse pode produzir altos níveis de cortisol o que não é bom para o organismo. Um cochilo de vinte minutos após o almoço vai ajudar na transição do cortisol .

Trabalhar a permeabilidade intestinal e o equilíbrio das bactérias: 

Quando existem grandes quantidades de bactérias putrefativas vivendo no intestino, o sistema imune vai precisar se ocupar dessas bactérias ficando menos efetivo para tratar outras infecções, deixando o sistema imune sobrecarregado. Para que haja saúde precisamos viver em simbiose (equilíbrio) com as bactérias que em nós habitam. Boa hidratação e a ingestão de fibras na dieta ajudam a eliminar parte dessas bactérias.

Evite o máximo que puder: 

Alimentos processados, refinados,corantes artificiais eles estressam o sistema imune e diminuem nossas defesas.

Alimentação:

Frutas, verduras, pescados, oleaginosas são fundamentais para manter a integridade imunológica especificamente as vitaminas A,C,D,E,B6 e os minerais Zico,ferro,selênio. 

Vitamina A

Estudos sugerem que a vitamina A pode aumentar a produção de celular T, é fundamental para recuperação de tecidos lesados durante processos inflamatórios. São especialmente importantes para o epitélio do trato respiratório. Fontes: Manteiga ,cenoura,goiaba,gema de ovo.

Vitamina C

A vitamina C (ácido ascórbico) é encontrada em todos os tecidos do corpo humano, no entanto é no tecido leucocitário onde ela se encontra em maior quantidade,quando uma infecção viral ocorre a quantidade de vitamina C cai rapidamente. Uma das hipóteses prováveis é que durante uma infecção o ácido ascórbico seja usado pelos leucócitos como se fosse uma “bateria”, funciona como fonte de energia para que ela possa atacar os vírus de forma eficiente.

Fontes: acerola, goiaba, pimentão vermelho, kiwi, todas as frutas cítricas e os vegetais crus.

Vitamina D

É um importante modulador do sistema imune exerce função na inflamação crônica. Atualmente vem sendo considerada um hormônio, podendo ser fabricada pelo próprio organismo,e para que isso ocorra é preciso tomar sol sem protetor solar por 15, 20 minutos no horário de 11 as 15h.

Fontes: óleo de fígado de bacalhau, salmão, e em menor quantidade gema de ovo.

Vitamina E

Previne a oxidação celular e auxilia a produção de células T

Fontes : Cacau, semente de abóbora, ovo cozido,salmão,

Piridoxina,Vitamina B6: 

Desempenha importante papel no sistema imune,sua deficiência diminui a produção de linfócitos e dificulta a criação de anticorpos.

Fontes: Farelo de arroz, arroz integral,semente de girassol ,avelã.

Zinco: 

É um metal definidor da competência imunológica, deficiência crônica compromete a formação de anticorpos, em longo prazo pode favorecer a atrofia da glândula Timo responsável pela produção das células T1 e T2. 

Mas não adianta só contar com o zinco, é preciso que ele esteja biodisponível para ser utilizado, a princípio deve ser absorvido pela alimentação, uma dieta pobre em zinco é o primeiro comprometedor do bom desempenho imunológico. Mas a disponibilidade depende também das condições do sistema digestivo, a diminuição da acidez gástrica atrapalha a absorção desse mineral. O uso crônico de antiácidos compromete a biodisponibilidade de zinco ingerido. O estresse prolongado gera estresse oxidativo o que também compromete a utilização do zinco no fortalecimento imunológico.

Fontes: Ostra, semente de abóbora, castanha de caju, em menor quantidade lentilha e feijão carioca.  

Ferro: 

A hemoglobina contém uma molécula de ferro responsável por carrear o oxigênio a todos os tecido do corpo, a mitocôndria estrutura existente em grande quantidade dentro das células é totalmente dependente de oxigênio para que ocorra a respiração celular, todas as atividades vitais dependem de oxigênio.

Fonte: feijão,folhas comestíveis escuras couve,brócolis,espinafre,bertalha.

Selênio: 

A deficiência desse mineral favorece a formação de citocinas inflamatórias, em doses corretas no organismo é importante para síntese de imunoglobulinas, produção de enzimas que serão excretadas pelas células imunológicas com objetivo de destruir vírus e parasitas.

Fontes :Semente de girassol,castanha do Brasil (Pará),salmão,alho.

Fontes consultadas:

Nutrição e doença- Carlos Eduardo Leite Ed. Ibrasa

Revolução Imunológica Toru Abo,Ed. Gashõ

Suplementos dietéticos para profissionais de saúde. Shawn M. Talbott, Kerry Hunhes

Nutrição Clinica Funcional Suplementação Nutricional Vol.I Valéria Paschoal,Natália Marques,Viviane Sant`Anna- VP Editora

O tempo anda a seu favor, Hélion Póvoa e Andrea Araujo e Lucia Seixas Ed.Objetiva

Alberto Bastos é acupunturista e terapeuta naturalista com 30 anos de experiência clínica, tem duas formações universitárias fisioterapia e nutrição.

www.albertobastos.com.br

David Servan-Schreiber

David Servan-Schreiber: “A minha saúde é muito melhor do que antes de ter tido cancro”

ANA GERSCHENFELD

 

Entrevista
29 de maio de 2010
Fonte: Jornal Opção

 

Todos somos portadores de células cancerosas, a partir de certa idade. Mas apenas uma pessoa em cada quatro vai morrer de cancro. Qual é o segredo das outras três? As suas defesas naturais, afirma o médico e cientista francês David Servan-Schreiber. E é possível estimularmos essas defesas naturais através do nosso estilo de vida, para prevenir ou lutar contra o cancro.

David Servan-Schreiber tem 49 anos e formou-se em Neuropsiquiatria pela Universidade de Pittsburgh, nos EUA. Aos 31 anos, soube que tinha um tumor maligno no cérebro. Mas ainda cá está e diz-se de óptima saúde. Sorte? Nada disso, explicou em duas conferências — uma para médicos, a outra para o público — durante o 3.º Congresso de Medicina Antienvelhecimento, que teve lugar há uma semana, em Cascais.
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Sangue ácido e sangue alcalino

No início dos anos 90, estudante de acupuntura e completamente fascinado pelas terapias naturais, tive o primeiro contado com a teoria do sangue ácido e do sangue alcalino. Naquela época aprendia a teoria de que o sangue ácido era prejudicial, pois favorecia a proliferação de agentes patogênicos e que quando o sangue está alcalino o agente patogênico tinha mais dificuldade de se proliferar.
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Imagem Fígado

A importância do fígado na Medicina Chinesa e a sua ação metabólica.

O fígado Gan na medicina chinesa apresenta dentro da sua fisiologia dois aspectos muito importantes: Mobilizar o Qi energia em todas as direções e armazenar o sangue. Emocionalmente cabe a ele circular e lidar com emoções como frustração, raiva. Quando isto não é possível surge a estagnação primeiro de Qi e se estas emoções continuam a estagnação de sangue Xué.O Hum seu aspecto mais sutil e tem por função planejar,dar foco e o olhar sobre todas as coisas .
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